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sábado, 24 de maio de 2014

Alimentos sem glúten: os bons e os maus


Sabe aquela frase: "Tudo posso, mas nem tudo me convém."?
Então, não é só abster-se ao glúten e sim cuidar da nutrição.
Exemplo: uma pessoa tem intolerância a lactose e não pode consumir o leite de vaca nem os seus derivados. Esta pessoa pode substituir o leite de vaca por leite de soja, bebida de arroz, de amêndoas, etc. Ela não estará deixando de consumir o seu leite todos os dias, porém terá uma carência de cálcio e terá que suprí-lo de alguma forma.

Outro ponto é que como não podemos ingerir o glúten, para que possamos ter uma boa textura em pães, bolos e demais massas, nós temos que usar muito ovo e gordura (óleo, margarina, etc.). Desta forma, se consumirmos muito esses alimentos, podemos ficar com o colesterol e triglicérides altos, esteatose (gordura no fígado), aumento de peso, dentre outros problemas.
Portanto é muito importante saber que até  podemos comer uma coisa ou outra, mas que devemos tentar seguir uma dieta o mais saudável o possível em nosso dia a dia.
Por este motivo a FENACELBRA preparou o artigo abaixo.
Você poderá encontrá-los no link: http://www.fenacelbra.com.br/fenacelbra/alimentos-proibidos-e-permitidos/

Para que a sua leitura se torne mais fácil, segue abaixo o texto em sua íntegra:

ALIMENTOS PROIBIDOS E PERMITIDOS

GRUPO DE ALIMENTO

PROIBIDO

CONTÉM GLÚTEN

PERMITIDOS

ISENTOS DE GLÚTEN

PERMITIDOS COM MODERAÇÃO

ISENTOS DE GLÚTEN, PORÉM CONTÉM MUITO AÇÚCAR, SÓDIO, ÁLCOOL, GORDURAS E/OU ADITIVOS QUÍMICOS

Grãos e Farinhas

Trigo, centeio, cevada, aveia e malte, farinha, farelo e gérmen de trigo, farelo de aveia, farinha de rosca, trigo de kibe. Arroz (e farinha de arroz e creme de arroz), milho (e maisena), quinua, amaranto, feijão, ervilha grão de bico, lentilha, trigo sarraceno. Arroz doce, canjica, massas a base de farinha de arroz ou de milho

Tubérculos e suas farinhas

Farofa industrializada. Batata, batata doce, aipim (mandioca), inhame, cará, polvilho (doce e azedo), goma de tapioca, fécula de batata, sagu, araruta Batata e aipim fritos (em casa), batata tipo Ruffles, farofa

Pães, Biscoitos e Massas

Pão francês, pão integral, pão de forma, pão doce, tortas, empadão, salgadinhos, croissant, pizza, macarrão e massas a base de trigo, sêmola ou semolina, kibe. Pães sem glúten, biscoito de polvilho, biscoitos de soja, de arroz, de milho, massas isentas de glúten, tapioca. Pão de queijo, lasanha, pizza e massas em geral isentas de glúten, porém contendo queijo e molhos gordurosos

Bebidas

Cerveja, whisky. Água, água de coco, suco de fruta, café (na rua, preferir café expresso) Vinho, saquê, cachaça, vodka, cerveja sem glúten, Prosecco, Champagne, refrescos industrializados, refrigerante, guaraná natural/xarope de guaraná, xarope de groselha

Leite e derivados

Achocolatados contendo malte, Ovomaltine, mingau de aveia, iogurtes contendo aveia. Iogurtes, leite baixa lactose, queijos, leites vegetais (coco, castanhas, gergelim, arroz, soja) Leite de soja com frutas, leite com achocolatados, leite condensado, creme de leite

Condimentos

Molho shoyo contendo trigo (a maioria das marcas). Alho, cebola, tomate, pimentão, pimenta em grão, alecrim, salsa, cebolinha, tomilho, orégano, manjericão, sálvia. Temperos prontos isentos de glúten, molho Shoyo (Sakura), catchup, mostarda, maionese, molhos de salada.

Proteínas

Bife de glúten, proteína vegetal, nuggets, bife à milanesa, empanados. Carnes (boi, peixe, frango, porco, rão, cabrito, cordeiro, etc), ovo Presunto, blanquet de peru, salame, salaminho, mortadela, salsicha.

Doces

Bolos, tortas, docinhos de festa, chocolate contendo malte, pavê, torta alemã. Chocolate amargo, geléia de frutas sem adição de açúcar, alfarroba. Gelatina, geléia de mocotó, balas, chocolate ao leite, chocolate branco, sorvetes.

Frutas


Todas – abacaxi, abacate, amora, açaí, coco, água de coco, banana, caqui, carambola, cereja, framboesa, laranja, limão, tangerina, morango, uva, pêra, maçã, manga, melão, mamão, melancia, etc Compota de frutas, geléia diet, sorvete de frutas

Hortaliças (legumes e verduras)

Tempurá, legumes empanados, tortas e empadões de hortaliças. Todas – Cenoura, chuchu, beterraba, abóbora, vagem, couve-flor, couve, espinafre, bertalha, agrião, aipo (salsão), alho poró, etc

Sementes e Oleaginosas

Amendoim japonês. Todas – castanhas, amendoim, nozes, amêndoas, avelã, macadâmia, pistache, amêndoas de cacau, gergelim, linhaça, chia, semente de girassol, semente de abóbora Confeitos de amêndoas, etc

Gorduras

Óleo re-utilizado de frituras anteriores. Azeite de oliva Óleo de abacate, de coco, manteiga, margarina, creme vegetal, óleos de grãos (soja, milho, girassol, arroz), óleo de canola, banha de porco.









Créditos:
Material elaborado pela Dra. Juliana Crucinsky
Nutricionista – CRN: 2001100190

quinta-feira, 21 de março de 2013

Qual alimento posso dar ao meu filho no início da dieta?

Quando descobri que a minha filha de dois anos e meio era celíaca, ela tinha os seguintes sintomas: barriga muito inchada, excesso de gases, abdômen distentido, dores abdominais e constipação.
Segundo o seu gastro, com dois meses de dieta ela não reclamaria mais de dores abdominais. Para a minha surpresa após uma semana de dieta sem glúten ela não reclamou mais de dores, porém, alguns meses após o início da dieta ela ainda apresentava constipação e barriga inchada.
Depois de levá-la a uma boa nutricionista funcional, aprendi o que eu estava fazendo de errado e por isto eu passo a você, mamãe, quais os cuidados na alimentação do seu filho que você ter.
Em primeiro lugar saiba que a mucosa do intestino do seu filho está mais sensível do que a mucosa do intestino de um bebê. Sendo assim, além de retirar os alimentos que contém glúten, você deve fazer uma dieta mais leve, sem muita gordura, açúcar e conservantes. Veja também se o seu filho não está com intolerância a lactose (não pode ingerir leite nem os seus derivados). Muitos celíacos apresentam uma intolerância ao leite provisória. Isto porque o duodeno está tão inflamado que não consegue absorver a lactose. Mas com o início da dieta e a consequente desinflamação, o seu filho poderá voltar a consumir leite.
Procure preparar alimentos temperados somente com sal, alho e cebola. Fique atenta a alguma coisa que o seu filho comer e não cair bem. Neste caso, retire do cardápio o que o organismo do seu filho não aceitou muito bem.
Na dieta sem glúten, é mais fácil encontrar doces sem glúten, como pudins, quindins, arroz doce, canjica, curau, balas, pirulitos, etc, e portanto, muitas mães, sem perceber acabam dando mais doces para os seus filhos. O que você precisa saber é que o açúcar é um dos responsáveis pela formação de gases e comendo muito doce o seu filho poderá continuar a ter excesso de gases e dores abdominais.
Os refrigerantes, salgadinhos (mesmo os sem glúten) e frituras podem ser os grandes vilões no início da dieta do seu filho. Como todos sabemos, esses produtos causam incômodos no estômago além de não ser nada saudável. Procure fazer o suco da fruta em casa ao invés de dar sucos de caixinha com conservantes bem como os refrigerantes. Prefira biscoitos de polvilho à salgadinhos. Vá fazendo adaptações saudáveis no dia a dia do seu filho. Existem muitas opções.
Para que possamos adquirir uma boa textura na elaboração de pães, bolos e biscoitos sem glúten, usamos muita gordura. O excesso de gurdura também pode causar náuseas, enjoos e dores abdominais. Por isso, dê preferência aos alimentos naturais. Se a sua família já tem o hábito de consumir verduras e legumes o seu filho não terá dificuldade alguma de fazer uma dieta gostosa e saudável. Mas se ele for acostumado a comer somente salgadinhos, refrigerantes e alimentos industrializados, então você terá uma tarefa um pouco mais difícil. Mas não desista. A saúde do seu filho vale ouro e cabe a você, mamãe, fazer o que for melhor para ele.

Autoria: Erivane de Alencar Moreno

Alimentos Permitidos

O que você, mamãe tem que saber, é que existe uma vasta lista de produtos que o seu filho pode consumir.
Infelizmente hoje em dia devido a correria do dia a dia a maioria das mamães recorrem aos produtos industrializados para alimentar os seus filhos e isto acaba tornando-se um hábito de vida. Afinal de contas é muito mais fácil ir almoçar numa rede de hamburgueres num final de semana do que fazer um almoço saudável em casa, não é? É mais fácil colocar pão industrializado e um suco cheio de conservantes na lancheira do seu filho do que fazer uma torta de legumes e um suco natural. Pois bem, este é um dos lados que mais causa pânico nas mamães que acabaram de descobrir que tem um filho celíaco: cozinhar. Mas independente de você aprender a fazer os quitutes sem glúten para o seu filho em casa ou comprá-los prontos, uma coisa é certa: se o seu filho não tem o hábito de comer alimentos saudáveis passe a introduzir estes alimentos na vida dele e de toda a sua família.Tenho certeza que todos eles a agradecerão.
Quais são os produtos que naturalmente não tem glúten?
Arroz, feijão, carnes, aves, verduras, legumes e frutas, leites e derivados.
Temos muitos temperos prontos que além de possuir glúten, contém conservantes, acidulantes, glutamato monossódico, dentre muitos outros componentes que ferem o estômago e agridem a mucosa intestinal. São eles: caldo knorr, Sazón, dentre outros.
Tempere a sua comida com sal, alho e cebola. Se quiser um toque diferete, apele para as ervas que dão um toque especial ao prato. Use cebolinha, salsinha, coentro. Que, resiste a uma comida bem temperadinha com gosto caseiro?
Algumas dúvidas do que seu filho pode ou não comer:
Lista de Alimentos Permitidos e Proibidos para CELÍACOS (Fonte: FENACELBRA)
GRUPOS
PERMITIDOS
PROIBIDOS
Farinhas e Féculas  ( Cereais, Tubérculos e seus sub-produtos, que encontramos em forma de pó.
As mais indicadas:   Arroz, Batata, Milho e Mandioca.
Arroz = farinha de arroz, creme de arroz, arrozina,  arroz integral em pó e seus derivados
O creme de arroz não é um creme ou pasta, e sim um pó.
Milho = fubá, farinha, amido de milho ( maisena ), flocos, canjica e pipoca. 
Batata = fécula ou farinha.
Mandioca ou Aipim =  fécula ou farinha, como a tapioca,  polvilho doce ou azedo.
Macarrão de cereais = arroz,  milho e mandioca.
Cará,  Inhame,  Araruta, Sagú, Trigo sarraceno.
TRIGO = farinha,  semolina, germe e  farelo.  
AVEIA = flocos e  farinha. 
  CENTEIO
CEVADA =  farinha.
 MALTE
Todos os produtos elaborados com os cereais citados acima
Bebidas
Sucos de frutas e vegetais naturais, refrigerantes e chás.   Vinhos, champagnes, aguardentes e saquê. Cafés com selo ABIC.
Cerveja, whisky, vodka, gin, e ginger-ale.    Ovomaltine, bebidas contendo malte, cafés misturados com cevada. Outras bebidas cuja composição não esteja clara no rótulo
Leites e derivados
Leite em pó, esterilizados ( caixas tetrapack ), leites integrais, desnatados e semi  desnatados.    Leite condensado, cremes de leite, Leite fermentado.    Queijos frescos, tipo minas, ricota, parmesão. Pães de queijo.   Para iogurte e requeijão, verifique observações nas embalagens.
Leites achocolatados que contenham malte ou extrato de malte, queijos fundidos, queijos preparados com cereais proibidos.   Na dúvida ou ausência das informações corretas nas embalagens, não adquira o produto
Açúcares
Doces
Achocolatados
Açúcar de cana, mel, melado, rapadura, glucose de milho, malto-dextrina, dextrose, glicose.   Geléias de fruta e de mocotó, doces e sorvetes caseiros preparados com alimentos permitidos.   Achocolatados de cacau, balas e caramelos.
Para todos os casos, verifique as embalagens.
Carnes ( boi, aves, porco, cabrito, rãs, etc  ), peixes e produtos do mar, ovos e Vísceras ( fígado, coração ) 
Todas, incluindo presunto e lingüiça caseira
Patês enlatados, embutidos ( salame, salaminho e algumas salsichas )Carnes à milanesa ( nuggets e outros )
Gorduras e óleos
Manteiga, margarina, banha de porco, gordura vegetal hidrogenada, óleos vegetais, azeite

Grãos
Feijão, broto de feijão, ervilha seca, lentilha, amendoim, grão de bico, soja ( extrato protéico de soja, extrato hidrossolúvel de soja )
Extrato protéico vegetal,
Proteína vegetal hidrolizada
Hortaliças
Legumes e verduras: Todas

Condimentos
Sal, pimenta, cheiro-verde, erva, temperos caseiros, maionese caseira, vinagre fermentado de vinhos tinto e de arroz, glutamato monossódico (Ajinomoto) 
Mainoese, catchup, mostarda e temperos industrializados podem conter o glúten. Leia com muita atenção o rótulo.
QUAISQUER ALIMENTOS
Leia atentamente os rótulos
Os proibidos devem ter a expressão CONTÉM GLÚTEN nos rótulos

O que é o Glúten





Glúten é o nome dado à proteína presente no trigo, no centeio, na aveia, na cevada e no subproduto da cevada que é o malte. A parte tóxica do glúten para o celíaco é chamada de prolamina, que corresponde a 50% da proteína do glúten que não se dissolve na água e que é solúvel no etanol.


Onde o glúten está presente?
Por ser o responsável por dar elasticidade e maciez às massas, o glúten está presente nos pães, bolos, biscoitos, pizzas, macarrão, etc. Para que você possa entender melhor, tudo o que leva farinha de trigo tem glúten, porque a farinha de trigo é uma das proteínas presentes no glúten.

E é aí onde bate o desespero. Tudo o que você pensa em fazer para o seu filho tem glúten. E agora?
Muita calma! Aqui neste blog você encontrará receitas práticas e gostosas com o mesmo gosto de receitas feitas com glúten para que não somente o seu filho, mas para que toda a família e os amigos possam comer juntos.

Primeiros Passos após a descoberta da DC

Após um "tour" médico você finalmente descobriu que seu filho é celíaco. E agora? O que fazer? Por onde começar?

1. Procure uma nutricionista funcional
Bem, a primeira coisa é aceitar que o seu filho tem esta restrição alimentar e que não tem cura. É para a vida toda! Passado o primeiro impacto, veja abaixo as primeiras ações que você deverá adotar neste novo estilo de vida:Procure uma nutricionista funcional.
Infelizmente muitas nutricionistas não conhecem a doença celíaca e por este motivo a sua primeira difícil missão será encontrar uma boa nutricionista que possa auxiliar o seu filho na recuperação da mucosa e flora intestinal através dos alimentos e se for o caso, na prescrição de probióticos também. No site da ACELBRA de todos os Estados, você conseguirá indicação de bons nutricionistas.

2. Organize os alimentos em sua casa
Você deverá optar por dois estilos de vida: todos de sua casa fazerem a dieta sem glúten ou fazer comida separada para o filho que é celíaco. Pense bem nesta questão, principalmente se você tem mais de um filho. A princípio pode ser difícil, mas com o tempo será mais fácil todos se adaptarem a comer coisas sem glúten em casa do que fazer alimentos separadamente para o filho que é celíaco. Imagine seu filho comendo uma pizza feita em casa sem glúten e os demais irmãos, pai e mãe comendo a pizza que acabou de chegar da pizzaria? Temos também as questões do dia a dia como a contaminação cruzada. Se você optar por ter alimentos com e sem glúten em casa, o seu filho celiaco deverá ter um pote de margarina somente dele, porque a faca que foi passada no pão francês não pode ser passada no pão sem glúten, os utensílios como batedeira, liquidificador, mesmo após lavados pode ainda conter algum resquício de glúten, enfim. O seu cuidado deverá ser bem maior para que o seu filho não corra o risco de comer uma bolacha que vê em cima da mesa, colocar uma migalha de pão com glúten na boca e para que você mesma, como mãe, não se renda a tentação de dar algum alimento não permitido para o seu filho.

3. Converse com os familiares e coordenadores da escola
Se você for comunicativa, faça um workshop na escola onde o seu filho estuda. No site da ACELBRA -RJ temos a cartilha "Criança Celíaca indo para a escola" e você poderá baixar no link: http://www.riosemgluten.com/Crianca_Celiaca_indo_para_escola_2011.pdf

Se o seu filho estuda em escola pública ele tem direito a receber alimentação sem glúten. Veja aqui a Lei:
http://www.riosemgluten.com/lei_11947_merenda_escolar.htm

Quanto a família, muitos encontram mais resistência por parte dos familiares do que de amigos. Principalmente os avós que querem fazer tudo pelos seus netos não admitem a idéia de não poderem fazer "agrados" que contenham glúten. Por mais que expliquemos muitos acham que só um pouquinho não faz mal. Você poderá até mesmo ouvir de muitas pessoas que você é uma mãe chata, fria ou neurótica. Passe por cima disso e siga em frente.

4. Leia, pesquise e estude
O impacto causado nos pais ao saberem que seus filhos terão que seguir uma vida toda numa dieta tão restritiva é muito grande. Sendo assim, você precisará de apoio e nada como falar todos os dias com mães de crianças celíacas, trocar informações, receitas, indicação de médicos, etc. Sendo assim, indico a você, mãe, o grupo VIVA SEM GLÚTEN no Facebook. Lá, você poderá dividir as suas experiências, falar do seu dia a dia e encontrará apoio muito grande de muitas mães de celíacos.

Autoria: Erivane de Alencar Moreno

quarta-feira, 20 de março de 2013

O que é a Doença Celíaca "DC"

A doença celíaca é uma condição crônica que afeta principalmente o  intestino delgado. É uma intolerância  permanente ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, centeio, cevada, aveia e malte. Nos indivíduos afetados, a ingestão de glúten causa danos às pequenas  protrusões, ou vilos, que revestem a parede do intestino delgado. Esta condição possui outros nomes, tais como espru celíaco e enteropatia glúten-sensível. 
A doença celíaca é considerada uma desordem autoimune, na qual o organismo ataca a si mesmo.Os sintomas podem surgir em qualquer idade após o glúten ser introduzido na dieta. 
Quais são os sintomas da doença celíaca?
  Os sintomas intestinais incluem diarréia crônica ou prisão de ventre, inchaço e flatulência, irritabilidade, e pouco ganho de peso. Os pacientes podem apresentar atraso de crescimento e da puberdade, anemia da carência de ferro, osteopenia ou osteoporose, exames anormais de fígado, e uma erupção na pele que faz coçar chamada dermatite herpetiforme. A doença celíaca também pode não apresentar nenhum sintoma.
  Como a doença celíaca é diagnosticada?
  A doença celíaca pode levar anos para ser  diagnosticada. Os exames de sangue são muito utilizados na detecção da doença celíaca. Os exames do anticorpo anti-transglutaminase e do anticorpo anti-endomísio são altamente precisos e confiáveis, mas insuficientes para um diagnóstico.  A doença celíaca deve ser confirmada encontrando-se certas mudanças nos vilos que revestem a parede do intestino delgado. Para ver essas mudanças, uma amostra de tecido do intestino delgado é colhida através de um procedimento chamado endoscopia com biópsia (Um instrumento flexível como uma sonda é inserido através da boca, passa pela garganta e pelo estômago, e chega ao intestino delgado para obter  pequenas amostras de tecido).
  Como é o tratamento da doença celíaca?
  O tratamento consiste em evitar por toda a vida  alimentos que contenham glúten (tais como pães,cereais, bolos, pizzas, e outros produtos alimentícios, ou aditivos, que contenham trigo, centeio, aveia e cevada).  Medicamentos e outros produtos também podem conter glúten. Assim que o glúten é removido da dieta, a cura costuma ser total. Apesar da dieta sem glúten parecer extremamente difícil a princípio, algumas famílias tem tido muito sucesso com ela. É possível substituir as farinhas proibidas por fécula de batata, farinha de milho, amido de milho, polvilho doce ou azedo, farinha ou creme de arroz,  farinha de araruta ou  fuba´. Nutricionistas e grupos de apoio podem ajudar as famílias a se ajustar a essa dieta radical. Mesmo assim, pode levar vários meses até que elas se acostumem com a dieta sem glúten.
  O que você pode esperar do tratamento?
  Os pacientes podem começar a apresentar melhora 1 ou 2 semanas após o início da dieta. A intolerância à lactose causada pelo dano intestinal também diminui. Na maioria das pessoas, os sintomas desaparecem e a parede do intestino se recupera totalmente de 6 a 12 meses após o início da dieta sem glúten. Nas crianças, o crescimento  volta ao normal. Visitas regulares a um nutricionista e a uma equipe de profissionais de saúde com experiência no tratamento da doença celíaca são importantes para ajudar a manter a dieta e monitorar possíveis complicações.  Apesar de algumas pessoas serem capazes de voltar a consumir glúten sem sintomas imediatos, elas não “superaram” a doença celíaca, e não estão “curadas”. A dieta sem glúten deve ser seguida por toda a vida.
  A doença celíaca é comum?
  Estima-se que 1 em cada grupo de 100 a 200 pessoas nos EUA e na Europa tenha a doença celíaca ( no Brasil ainda não há um número oficial sobre a prevalência da DC, mas numa pesquisa publicada pela UNIFESP - 2005, em um estudo feito com adultos doadores de sangue, o resultado  apresentou  incidência de 1 celíaco  para cada grupo de 214, moradores de São Paulo).
  Quem corre o risco de contraí-la?  
As pessoas com maior risco de contrair a  doença celíaca são aquelas que têm diabete do tipo 1, doença autoimune da tiróide, síndrome de Turner, síndrome de Williams, ou parentes com a doença celíaca. Você pode ter a doença celíaca mesmo sem fazer parte de um dos grupos de maior risco.

Texto traduzido de material do Centro de pesquisa da doença celíaca da Escola de Medicina da Universidade de Maryland.