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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A menina que fazia inalação

Ana Beatriz vivia com falta de ar
Se chegava perto de um bichinho de pelúcia
Ela logo começava a espirrar
A vida dela era fazer inalação
“Ô coisa chata”, - pensava ela.
“Isto me atrapalha a ver televisão.”
Se corria muito ela se cansava,
Se sentia cheiro de perfume ela espirrava.
Vivia tomando antialérgicos
E vários outros remédios.

Um dia a sua situação piorou
E para o hospital seus pais a levaram.
Fez inalação, tomou injeção.
Mas de nada adiantou, então eles a internaram.
Ela ficou num quarto onde tinha computador,
E de casa a sua mãe trouxe uma pequena televisão.
Trouxe muitos papéis e vários lápis de cor
Mas a garotinha gostava era de brincar com jogos de decoração.

Em algum horário do dia chegava uma mulher
Que dava uns tapinhas generosos no seu peito.
Segundo a sua mãe, ela era fisioterapeuta,
E iria ajudá-la a respirar direito.
Ana Beatriz melhorava toda vez que essa fisioterapia era feita
Ela respirava melhor e dizia: “Mamãe, agora eu já estou perfeita”.
Perfeita Ana Beatriz já era, mas ainda precisava melhorar.
E para isso tomou direitinho os medicamentos
Que as enfermeiras tão boazinhas vinham lhe dar.

A garota conheceu outras crianças e cada uma tinha uma história
Umas tossiam muito, outras estavam com pneumonia.
Algumas não respiravam direito e tinham algumas alergias.
Todas aquelas amizades alegraram o seu coração
E o mais legal, era que assim como ela, todas aquelas  crianças também faziam inalação.
Para passar o tempo, Ana Beatriz desenhava,
Assistia televisão e no computador ela jogava. 

Os dias passaram tão rápido que a garota nem percebeu
E logo a sua mãe uma boa notícia lhe deu.
Filha, você já está bem e para a casa poderemos voltar.
Ana  Beatriz ficou feliz mas logo se pôs a chorar.
Era porque ela queria os seus novos amigos levar.
Mas a sua mãe lhe explicou, que a amizade não precisava acabar.
Porque elas também receberiam alta e fora do hospital todas poderiam se encontrar.

Lá se foi Ana Beatriz, respirando bem melhor.
Ela pulava, ela corria e nenhuma tosse aparecia.
Mas lá no fundo ela sabia que se um dia precisasse
Voltar ao hospital e novamente ficar internada.
Ela iria entender perfeitamente e nem ia ficar chateada.
Porque o importante era estar bem para brincar e para correr
Pois  em qualquer lugar onde estivesse, muitas amizades poderia fazer.


Autoria:  Erivane Flausina de Alencar Moreno

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