Novidade Blog Crianca Celiaca

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Vacina para Hepatite


Eu escrevo os meus artigos neste blog numa linguagem mais clara possível, para que possa ser entendido por todos os públicos.
E para explicar bem sobre este artigo, eu descobri hoje que em pacientes celíacos a vacina da Hepatite pode simplesmente "não pegar".
Estudos estão sendo realizados, mas há uma maior prevalência de celíacos onde a vacina "não pega" ou tem uma duração menor.
Sendo assim, é necessário fazer exames anuais para saber se o seu filho está realmente imunizado contra a hepatite.
Isto é muito importante!
Segue abaixo o link da publicação da matéria (notem que foi publicado no Pubmed - site superconfiável!)

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23430309

Tradução pelo Google:

Alguns estudos mostraram que, em pacientes com doença celíaca a resposta imunológica à vacina é semelhante àquela encontrada na população em geral, excepto para a vacina contra o vírus da hepatite B (VHB). A não resposta à vacina do HBV também tem sido descrito em indivíduos saudáveis​​, no entanto, o número de não-respondedores tem sido demonstrado ser mais elevada em doença celíaca (CD) dos pacientes do que nos controlos saudáveis​​. Várias hipóteses explicando esta maior taxa de ausência de resposta à vacina contra o VHB em pacientes com DC têm sido descritos, como a hipótese genética, de acordo com os pacientes portadores de CD do haplótipo HLA-B8 específica da doença, DR3 e DQ2, mostram uma resposta inferior à vacina HBV tanto em pacientes clínicos CD expressas e em pessoas saudáveis ​​que levam o mesmo haplótipo. Por outro lado, foi demonstrado que a ingestão de glúten durante a vacinação parece influenciar a resposta para a mesma vacina. Além disso, demonstrou-se uma possível predisposição genética para a vacina da hepatite B não responsividade provavelmente devido à presença de haplótipos de antigénios de leucócitos humanos específicos e polimorfismo de um só nucleótido em particular os genes de receptores de citoquinas / citocinas e receptores do tipo Toll, mas o mecanismo patogénico responsável para esta baixa capacidade de resposta ainda permanece obscuro. O objetivo desta revisão é concentrar-se sobre as possíveis causas patogênicas de indiferença à vacina HBV em pacientes com DC e propor um esquema de vacinação alternativo, a fim de melhorar a capacidade de resposta à vacina HBV neste pacientes de risco.

Exames Anuais

Após a confirmação da doença celíaca e o início da dieta sem glúten, você deverá fazer acompanhamento com exames anuais a fim de saber como está a absorção dos nutrientes em seu intestino.
Por quê?
Bem, ocorre que a celíaca é a inflamação da mucosa do intestino. Com isto, o intestino de um celíaco pode não absorver todos os nutrientes do que você come. Por isto é comum os celíacos terem deficiência de ferro, vitmaina D, vitamina B12, dentre outras.
Outro ponto é que por mais que você não coma glúten, a contaminação existe. E esta mínima contaminação vai inflamando a mucosa do intestino. Um pouco hoje, outro pouco amanhã e quando percebemos, a mucosa inflamada pode não absorver muitas das vitaminas. É neste ponto onde a sua imunidade cai, fazendo com que a mucosa deixe de aproveitar a potência dos medicamentos que você toma.
Por isto, os exames devem ser anuais, pois num ano pode estar tudo bem e no outro, o seu quadro poderá mudar.

Já a endoscopia com a biópsia (que é feita para diagnosticar a celíaca), deve ser repetida um anos após você ter recebido o diagnóstico da doença. Se as vilosidades estiverem normais, o médico irá determinar de quanto em quanto tempo você deverá repetir este exame. Mas se as vilosidades ainda permanecerem alteradas, você deverá repetir a biópsia até elas ficarem regularizadas.

Segue abaixo a relação de exames extraída do site da ACELBRA-Bahia.

Medir e pesar a criança (baixo peso e déficit no crescimento é um forte indicador que ainda há glúten no organismo)
Dosagem de Antitrasnglutaminase IgA 
Hemograma completo
Glicose
Urina
Ferro sérico, ferritina e transferrina
Dosagem de zinco sérico.
Dosagem de Vitamina D ( o nível deve fica sempre acima de 50 ) *
Dosagem de vitamina K
Dosagem de vitamina B12
Dosagem de ácido fólico.
Calcio sérico e cálcio iônico
Cortisol.
TSH e T4
Enzimas dos fígado
Criança a partir de 5 anos deverá fazer densitometria óssea para verificar possível osteoporose na infância.

Dentista (para verificar como está o esmalte dentário, se existe inflamação, etc.)

Biopsia anual até que as vilosidades estejam normais.



Brigadeiro Mole com Biomassa de Banana Verde

Em minhas buscas pela internet eu descobri uma receita de brigadeiro mole feito com a biomassa, à qual dizia que a Bruna Markezine (atual namorada no Neymar), costuma consumir e com isto ainda perdeu 3kg em uma semana.
Bem, nem preciso dizer que "pirei" quando li a matéria.
Como eu já tinha a biomassa congelada e todos os ingredientes que a receita pedia eu corri para fazer este brigadeiro mole.
Achei gostoso e supre  bem a vontade de comer doce.
Confesso que a partir de hoje eu nunca mais irei engordar comendo brigadeiro mole com leite condensado.
Segue abaixo a receita e o link da matéria:

Ingredientes

  • 300 gramas de ameixas pretas desidratadas e sem caroço
  • 3 colheres de (sopa) de óleo de coco
  • 6 colheres de (sopa) de cacau em pó
  • Mel (o mínimo possível, porque as ameixas já são doces)
  • 1 xícara e ½ de água filtrada/mineral ou de leite de amêndoas
  • 3 colheres de biomassa de banana verde (cozinhar as bananas verdes, sem a casca, e bater no liquidificador, ainda quente, com um pouquinho de água)

Modo de preparo

Hidratar bem as ameixas deixando de molho em um pouco de água. Enquanto isso, coloque a água ou o leite de amêndoa para ferver. Assim que esquentar, adicione as ameixas. Depois, bata no liquidificador ou processador todos os ingredientes, deixando o cacau em pó e o mel por último. Quando estiver homogêneo, coloque em um recipiente de vidro e tampe. Leve à geladeira por alguns minutos, se quiser que fique mais firme. Está pronto! Uma opção é servir com morangos, bananas cozidas ou abacaxi ao forno.

Link da Matéria:  http://www.bolsademulher.com/corpo/brigadeiro-detox-da-dieta-da-bruna-marquezine-aprenda-fazer/

                                              Esta é a consistência do meu brigadeiro mole


terça-feira, 29 de julho de 2014

Pãezinhos Fofinhos

Esta é mais uma receita que peguei no blog da minha "musa dos pães sem glúten", Gilda Moreira.
http://cozinhando-sem-gluten.blogspot.com.br/search/label/P%C3%A3es%20-%20com%20e%20sem%20lactose


Este pão é super macio! Vale a pena fazer.


Você pode usar a xícara ou o copo de requeijão como medida.
  Ingredientes:

2 1/2 xíc. de Mix Pan Schär ou outro mix de farinha preparada sem glúten 1 sachê de fermento biológico seco 2 CS (colheres de sopa) rasas de açúcar 1 colher de chá de CMC  2 ovos (gemas sem pele - não deixa sabor de ovo) 3 CS rasas de manteiga derretida  1 colherinha de sal 1 copo de água  1 CS de Psyllium (eu peço para uma Farmácia de Homeopatia fazer para mim). Gergelim para polvilhar
Modo de fazer: Em uma caneca misturei o psyllium e a água e deixei hidratando até formar um gel.
Na tigela da batedeira juntei  todos os ingredientes secos e misturei, mexendo com uma colher. Fiz uma cova no centro e adicionei os ovos, a manteiga e o psyllium hidratado. Liguei a batedeira e deixei bater por 3 minutos. Desliguei, untei a palma das mãos e modelei os pãezinhos em formato redondo.
Coloquei lado a lado em uma assadeira forrada com papel manteiga. 
Eis o resultado:






Brigadeiro com Biomassa de Banana Verde

Ultimamente a biomassa da banana verde virou febre.
Sim, eu sei dos seus múltiplos benefícios, principalmente para mim que sou pré-diabética.
Ocorre que sou meio cética e quando as pessoas diziam que os pratos ficavam gostosos eu tentava, mas não conseguia acreditar. Mas hoje eu resolvi testar.
Segue abaixo a forma de fazer:

Compre bananas bem verdes. Lave-as com sabão e esponja e depois corte as pontas, (só a pontinha mesmo. Não deixe aparecer a parte de dentro da banana).
Ferva água a coloque as bananas. A água deverá cobrí-las.
Assim que pegar pressão, conte 8 minutos. Desligue e deixe mais 20 minutos sem abrir a panela e com o fogo desligado.
Após este tempo, abra a panela de pressão e retire as bananas.
Tire a casca e as coloque no processador (este processo tem que ser com elas bem quentes mesmo).
Está pronta a sua biomassa.

                                                                     Após cozidas
                                                       Como fica a banana após cozida

                                                              A biomassa pronta
                                                       Textura da biomassa pronta
                                                                     Para congelar

Para fazer o brigadeiro eu coloquei:

1 colher de sopa de biomassa
1 colher de sopa de chocolate diet (pode ser cacau)
Se quiser, acrescente uma colher de sopa de leite em pó desnatado, mas se tiver IL, não é necessário
Misture tudo e pronto!

                                                Brigadeiro com biomassa de banana verde



Tem criança na cozinha?


Já postei uma matéria falando da importância em envolver as crianças na cozinha.
Se a "educação gastronômica" faz bem a qualquer criança, por uma questão de sobrevivência, imagine para uma criança celíaca?
Introduzir este hábito no dia a dia de seu filho é muito importante e fará com que ele adquira mais intimidade com a cozinha sem glúten.
Mas o que uma criança pode fazer na cozinha? Não é perigoso? Ele ou ela são tão novinhos!
Dependendo de como a gastronomia for apresentada a uma criança ela pode se tornar leve e divertida.
Comece com coisas fáceis, como pedir para untar uma fôrma, colocar as forminhas de papel para cupcake, colocar a massa do bolo em cada forminha e fazer biscoitos.
As crianças adoram fazer biscoitos porque elas podem dar a forma que quiserem e usar a imaginação.
Segue uma receita bem fácil e mais abaixo o resultado de uns biscoitinhos que a minha filha, Amanda, de 7 anos fez um dia desses:

1 copo de farinha de arroz
1 copo de polvilho doce
1/2 copo de amido de milho
1 ovo
1 copo de açúcar (pode ser açúcar demerara ou frutose)
margarina até dar o ponto da massa (macia sem grudar nas mãos). Pode ser manteiga de garrafa.
1 colher rasa de sobremesa de fermento
Confeites para decorar

Amasse tudo com as mãos. Use cortadores de biscoitos para dar forma ou enrole nas mãos no formato que quiser. Colocar os confetes por cima.
Forre uma assadeira com papel manteiga e acomode os biscoitos. Leve passa assar em forno baixo.
Tirar assim que começar a dourar.








segunda-feira, 28 de julho de 2014

Bolo "Falso KitKat" - sem glúten

Quando recebemos convites de festas infantis, normalmente eu já tenho tudo preparado no freezer:

- salgadinhos (coxinha, bolinha de queijo e risólis)
- bolo de aniversário
- esfiha
- mini pizza
- docinhos (brigadeiro e beijinho)

Eu tiro o bolo e deixo descongelar em temperatura ambiente. O mesmo acontece com os docinhos.
Frito os salgadinhos e aqueço a esfiha e mini pizza no local da festa.

Porém, surgiu uma festa de um amiguinho da minha filha onde a mãe do aniversariante informou-me que o bolo seria o famoso "Kit Kat". Para quem não sabe que tipo de bolo é este, segue abaixo a foto de um:

                                            Bolo Kit Kat COM glúten - Foto extraída da net


Por mais que levemos os alimentos sem glúten à festa, nunca será igual ao que é servido aos demais convidados. Por este motivo, a minha filha sempre leva o pedaço de bolo dela sabendo que nada tem a ver com o que ela verá por lá. 
Porém, neste caso, eu fiquei pensando que não deve ser fácil para uma criança de apenas sete anos, ver um bolo cheio de confetes de chocolate e os famosos "Kit kats" na lateral do bolo. Sendo assim, se havia condições de aprimorar o bolo que ela ia levar, para ficar um pouco parecido, porque não fazê-lo? 
Foi muito fácil e rápido.

Eu tinha biscoito waflle da Schar, em casa. Então derreti um pouco de chocolate em barra da Harald e banhei a waflle e levei à geladeira para endurecer. Eles não são finos como os Kit Kats, mas em termos de sabor, são iguais.
Cortei um pedaço do bolo de festa que estava congelado (bolo de chocolate coberto com ganache de chocolate).
Assim que o bolo descongelou (cerca de 15 minutos), eu passei um pouco de chocolate derretido em volta  (que funciona como "cola" para a waflle), e as coloquei em volta do bolo. Levei à geladeira por dez minutos para endurecer.
Enquanto isso fiz um pouco de brigadeiro mole. Coloquei o brigadeiro por cima do bolo e por último os confetes coloridos.
Em termos de beleza, o que fiz não ficou bonito porque como fiz um pedaço pequeno, tive que colocar as waflles na horizontal, mas se você decidir fazer um bolo grande,  poderá decorar o bolo com esses biscoitos na vertical, conforme a foto que postei acima.
Vejam abaixo o resultadodo meu bolo "waflle Schar", abaixo:







Bem, vocês devem estar curiosos para saber o que a minha filha achou do bolo. (risos)
E eu devo informar-lhes que ela não comeu.
Sim, amigos. Como ela sempre tem o hábito de fazer um lanche antes de ir à festas e eu a ensino que não vamos em festas para comer e sim para brincarmos e fazermos amizades, foi isso que ela me respondeu quando eu perguntei porque não havia comido o bolo.
Eu o deixei na geladeira, mas no dia seguinte ela também não se interessou em comer. Então, eu que amo doces e principalmente chocolate, fui "obrigada" a devorá-lo e devo dizer que o meu mini bolo "waflle-Schar" ficou delicioso!
O bolo fica um pouco onerado devido as waflles que são importadas e não são nada baratas, mas um bolo Kit Kat também fica caro. E, além do mais, é sempre bom nos darmos um mimo de vez em quando.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Águas de Lindóia-SP

A condição celíaca nem sempre nos permite ficarmos hospedados onde queremos.
Tem hotel cinco estrelas que não se interessa em dar-nos o atendimento adequado e tem hotel pequeno que mesmo sem entender nada sobre a celíaca se oferece para nos dar a infraestrutura necessária.
E foi assim que fomos para Águas de Lindóia-SP e região de Serra Negra.
Nos hospedamos no Hotel Mantovani. Um lugar simples, mas que nos deu um superatendimento!
E para minha surpresa o que eu descobri logo no primeiro dia de prosa com o chef de cozinha? Ele é celíaco!
Sim, um senhor de pouco mais de 50 anos descobriu que é celíaco há quase dez anos e disse que a sua maior vontade é comer macarrão. Os produtos sem glúten que ele consome, na sua maioria vem da capital de São Paulo, porque em Águas de Lindóia e região não tem quase nada sem glúten.
Bem, como sempre, eu levei o macarrão sem glúten e ele preparou para a minha filha.
No almoço e jantar ele grelhou carne e fez de tudo para que ela se sentisse à vontade.
Valeu a pena! Fiquei tranquila em relação a alimentação da minha pequenina e com isso pude, com alegria, fazer as minhas compras em Monte Sião e Serra Negra.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Porto de Galinhas-PE

Em julho/14 fomos a Porto de Galinhas.
Um dia antes da viagem eu passei boa parte do tempo na cozinha preparando pães, tortas e bolos para levar na viagem.
Ficamos numa Pousada onde só tinha o café da manhã. Me deram acesso para aquecer o pão, esquentar o leite de arroz no microondas e conversando com jeitinho, até me liberaram a cozinha para eu fazer o almoço da minha filha, caso necessitasse.
Como mãe precavida, eu gosto de deixar tudo acertado antes da viagem: onde iremos fazer as refeições, os restaurantes que nos darão respaldo nas cidades em que iremos estar, etc. Mas nem sempre é possível prever tudo.
Porém, como simpatia gera simpatia, uma boa conversa com um toque de jeitinho brasileiro são capazes de abrir portas por onde quer que formos.
Após sentir como seria o tratamento em alguns restaurantes, me dirigi ao Barcaxeira - um restaurante que fica quase em frente à praia do centro de Porto de Galinhas.
Lá, encontrei um grande ponto de apoio para os dias que se seguiriam.
Levei macarrão sem glúten e eles prepararam o macarrão da forma que solicitei, atentando-se a todas as normas para que não houvesse contaminação cruzada. O molho já não era possível provar porque leva temperos com glúten, mas como a minha filha não gosta de espaguete ao molho, não tive problemas.
Eles possuem uma fritadeira somente para batatas e há pratos infantis, porção de purê de batatas, de arroz com brócolis e a grande pedida é o purê de macaxeira. Se você não tiver intolerância a lactose, prove! É a especialidade da casa!
Você também pode pedir para embalarem a comida que sobrou ou pedir para fazer um prato para viagem. A embalagem é uma marmita oval de isopor. Por vários dias eu levei comida para a Pousada, deixei no frigobar e aquecemos no dia seguinte para que a minha filha almoçasse.
Já na praia a dificuldade era maior porque o óleo usado para fritar macaxeira ou batata frita é o mesmo que fritam camarão a milanesa, entre outros pratos. 
Mais uma vez entra a boa conversa, a lábia e claro, o mais importante, que é a boa vontade alheia.
Fui feliz ao encontrar um restaurante à beira mar (não me recordo o nome, mas é o primeiro restaurante para quem chega do calçadão). Os dias em que passamos na praia, o Alexandre pedia para a Adriana (cozinheira), pegar banha sem reuso e colocar numa panelinha para fritar a macaxeira e batata frita da minha filha. Eu levava um lanche (pão com presunto e queijo) para o almoço, e ela comia junto com a macaxeira e batata frita, mais água de coco e muita água mineral e claro, sorvete. Muitos sorvetes da Kibon onde temos vários sabores que não contém glúten.
Quando chegávamos pela manhã na praia eu já procurava o Alexandre e ele anotava na comanda "menina que tem alergia, usar óleo novo", e entregava a Adriana. Eu acompanhava tudo e a minha filha teve dias felizes de sol e praia sem passar fome e o mais importante: sem se contaminar com o glúten.
O dia em que fomos à praia dos Carneiros, levei a marmita do Barcaxeira com macarrão e filé mignon. Assim que chegamos, pela manhã, conversei com o Ignaldo, gerente do restaurante local e ele deixou a marmita na geladeira e avisou a todos de quem era e do que se tratava. Após o passeio de catamarã pelo banco de areia e piscinas naturais, peguei a marmita, pedi para aquecerem no microondas e pedi uma salada de beterraba, alface e cenoura para acompanhar.
Resolvemos passar um dia em Recife e Olinda. Foi mágico! Mas confesso que em todo o período da manhã eu ficava pensando onde a minha filha iria comer, já que não pude levar a marmita porque passamos a manhã toda fazendo city tour e por isto eu não teria onde refrigerar a sua comida até o horário do almoço.
Fiz vários lanches de presunto e queijo, frutas e Ruffles para passar o dia.
Mas pouco antes do almoço, reencontrei uma grande amiga a qual sua filha também é celíaca e adivinha o que ela levou de presente para a minha filha? Biscoitos em formato de florzinha banhado com chocolate. A Amanda devorou os biscoitos!
Na hora do almoço, o guia nos levou a um restaurante por quilo. Quando adentramos no recinto, por acaso o chef de cozinha estava supervisionando os pratos e eu fui direto conversar com ele. Expliquei rapidamente sobre a restrição do glúten e prontamente ele disse o que ela poderia ou não comer. "O arroz pode, o feijão não porque colocamos tempero com glúten". A macaxeira (ah, sempre ela nos ajudando), era cozida e não frita e ela poderia comer. Todas as carnes tinham ou amaciante (que contém glúten), ou tempero com glúten. Ele disse: "Vou mandar grelhar um bife para ela numa frigideira limpa,", e rapidamente o bife chegou e a minha filha pode almoçar junto a mim tranquilamente.
No dia da nossa partida, enquanto a minha filha brincava no balanço da Pousada, eu estava na cozinha preparando o macarrão sem glúten. Peguei umas fatias de presunto e mussarela que havia sido servido no café da manhã e cortei em pedaços, derreti no microondas sobre o espaguete e a minha filha comeu feliz.
Já no aeroporto, no café da tarde, ela comeu pão de queijo da Casa do Pão de Queijo e no avião, como sempre, o seu lanchinho de presunto e queijo.
Embora o celíaco não tenha muitas opções de pratos em suas viagens, vale a pena poder passear, conhecer lugares novos e fazer amizades. Isto tudo é muito mais importante do que a gastronomia em sí.
Portanto o meu conselho é: não deixe de viajar por ser celíaco. Há um mundo cheio de riquezas naturais e culturais para se conhecer. E por onde quer que você vá, sempre encontrará pessoas legais e dispostas a fazerem do teu dia um dia inesquecível, livre de glúten e cheia de histórias boa para contar. 

                                              Amanda e Tarsila
Biscoitos sem Glúten que a Ivana Mello fez especialmente para a minha filha, Amanda.
                                          Amanda degustando os biscoitos.

Autora: Erivane de Alencar Moreno