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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Tratamento para Contaminação por glúten

A minha filha foi diagnosticada celíaca em setembro de 2009, aos dois anos e meio de idade.
Na época, o biópsia constatou que ela estava no grau 4 de Marsh.
Para quem não sabe a doença vai de uma escala de 0 a 4, sendo que 4 é o grau máximo da doença. Em 45 anos de profissão, o conceituado Dr. Ulysses F. Neto da UNIFESP disse nunca ter visto uma criança de dois anos e meio de idade num grau tão avançado da doença.
Pois bem, em apenas um ano de dieta "rígida" a segunda biópsia mostrou que as vilosidades do intestino da minha filha se recuperaram cem por cento e isto também é raro tendo em vista que muitas pessoas são diagnosticadas ainda no grau 1 ou 2 e levam anos para recuperar as mucosa do intestino.
Depois do primeiro ano de dieta eu comecei a dar uma relaxada. Não no sentido de ser relaxada mas no intuito de dar uma relaxada e dar-se ao luxo de levar a minha filha para comer fora com mais constância, tomando é claro todos os cuidados em relação a contaminação cruzada.
Mas o fato é que por mais cuidado que tomemos é impossível não haver contaminação e o que aprendi é que uma contaminação aqui, outra ali e pronto, após quatro anos o intestino da minha filha inflamou novamente.
Ela voltou a não tolerar mais a lactose (devido o duodeno estar inflamado), voltou a ter episódios de refluxo, a imunidade caiu e nos últimos meses ela voltou a ter crises respiratórias frequentes e com isto fazer uso de antibióticos e outros medicamentos. As dores abdominais retornaram assim como a distensão abdominal e excesso de gases.
Triste é pouco para descrever o que estou sentindo no momento.
Não me culpo porque tudo o que fiz foi na intenção de proporcionar à minha filha uma vida mais leve, mais alegre, afinal de contas poder comer fora e ver gente é gostoso! Eu bem que gostaria de criá-la com estas "mordomias", mas de forma dura eu fui obrigada a perceber que realmente não é possível. Pelo menos para a minha filha, não.
Procurei então a Dra. Cinthia Perine, uma nutricionista funcional maravihosa que tratou da minha filha no início do seu diagnóstico.
Além de probióticos para recuperarmos a mucosa e a flora intestinal, teremos que retirar da alimentação dela o açúcar e o leite de vaca (lactose e proteína do leite), bem como todos os seus derivados.
Difícil? Sim! Afinal de contas por tudo o que a minha filha passou nestes anos ela tem maturidade suficiente para entender que no final sempre tem que concordar em deixar de comer coisas que ela gosta e isto é difícil tanto para ela quanto para mim.  Mas o que podemos fazer? Continuar com dor e correr o risco da inflamação no intestino evoluir para algo pior? Não.
Enquanto existir tratamento e formas para que ela leve uma vida saudável, eu irei tentar, porque o meu amor é maior que tudo e o que eu mais quero é vê-la saudável e feliz!
Neste período, com certeza eu não irei postar tantas receitas de guloseimas. Talvez eu descubra como cozinhar de forma mais saudável fazendo brigadeiro de inhame, leite de amêndoas e outras receitas funcionais. Mas será bom, porque mais uma vez eu irei aprender e a arte do saber é sempre muito bem vinda.
No decorrer do tempo eu irei postando a evolução do tratamento da minha filha para vocês acompanharem.
E vamos cozinhar de domingo a domingo novamente!rsrsrs
Falando nisto, já é hora do jantar e eu preciso cozinhar!
Beijos à todos!